SE É INEVITÁVEL, PODEMOS SUPORTAR

setembro 29, 2014 Cláudio Cegonha Cabral 0 Comentarios


Uma mudança de estratégia poderia garantir o futuro do Partido dos Trabalhadores.
Perguntaram o que eu fazia para evitar problemas cardíacos, eu respondi, para evitar nada. Como assim nada?! Você está entregue?! Claro que não, apenas decidi por outra estratégia mais realista. Tenho 49 anos, estou acima do peso, minha informação genética não ajuda.  Meu pai morreu aos 65 de infarto, um irmão aos 54 também de infarto, outro de 59 por problemas circulatórios. Seria razoável esperar problemas aos 60 anos, numa média. Com esse histórico "evitar" é uma estratégia demasiadamente otimista, seria mais apropriado a estratégia de "suportar" o que é supostamente inevitável. É uma mudança significativa.
Tento criar uma estratégia sustentável, de longo prazo: não fumo e por nunca ter fumado não sou susceptível a uma recaída;  não bebo e por não apreciar conversa de mesa de bar dificilmente mudarei de ideia; não abuso do açúcar e por não apreciar chocolate continuarei assim;  faço exercícios aeróbicos com regularidade; faço o possível para rir bastante e ser feliz.
Com isso acho que não conseguirei evitar o infarto, é pouco e os números não me favorecem, mas, com certeza, posso suportar o tranco e sobreviver mais uns anos com dignidade.
O PT caminha para fazer uma reflexão similar. Com a forte queda confirmada pela pesquisa da CNT é necessário ser realista, EVITAR uma derrota de Dilma na eleição de 2014 é quase impossível. Seria mais inteligente mudar de estratégia e pensa em SUPORTAR o que mostra-se inevitável. O programa para essa mudança de paradigma seria: tomar medidas efetivas que evitem o aprofundamento da crise econômica; parar de procurar panaceias com os marketeiros de plantão ou com os aprendizes de feiticeiros como Mercadante; reconhecer que existe problemas, pedir desculpas a sociedaade e propor medidas efetivas de mudanças estruturais, mesmo que lentas e graduais;  criar alternativas eleitorais que funcionariam como "rotas de escape" para situações de emergência;  resguardar reservas para disputas futuras como Lula.
Assim, o PT estaria protegido e suportaria o tranco de uma derrota com poucas baixas, elegeria um aliado e Lula poderia sair como grande estadista.
Poderia pensar até em repetir Getúlio Vargas num movimento "queremista" para 2018, quem sabe.

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SERÁ QUE É VIÁVEL UM "VOLTA LULA!"?

setembro 29, 2014 Cláudio Cegonha Cabral 0 Comentarios


"Lula candidato", esse é o mote do momento, tanto dos setores espontâneos do PT, quanto dos jornais que traduzem as opiniões da oposição ligada ao PSDB. Esse é um fenômeno político discreto, mas de imensa importância, marca o abandono da candidatura de Dilma.
Para o PT existe a necessidade de buscar caminhos alternativos para contornar o problema, para o PSDB a possibilidade de infligir uma dura derrota no PT.
Lula é um candidato formidável e vai bem nas pesquisas, se comparado à Dilma, mas, seria agora o melhor momento para ele enfrentar uma eleição? Acredito que não.
Sendo candidato Lula seria o alvo a ser atingido, dos grandes. Assuntos pessoais dificílimos como o seu relacionamento com Rosimary, os desmandos aprontados pela moça, o envolvimento no Mensalão e outros temas que voltariam com toda força, fustigando continuamente o candidato, fazendo ele assumir uma posição francamente defensiva, desmotivando as tropas lulistas e criando uma legião de traidores e desertores entre os aliados.
No campo das ideias a situação não é melhor. Lula teria que defender a herança de Dilma e a sua própria contra a forte cobrança de setores urbanos e da juventude que foram às ruas. Nesse quadro, acuado pelas denúncias e restrito nas opções sociais de campanha a candidatura de Lula torna-se frágil e pouco atraente.
Para o marketing político de oposição é simples criar uma estratégia reducionista, onde o culpado pelo Brasil não ter atingido o paraíso é Lula. Seria um prato cheio para uma campanha no estilo usado pelo Goebbels: simplifique e repita, com uma frases do tipo "O Brasil está mal e vai piorar com Lula, lá".
Assim, julgo que não é o melhor momento para Lula. Deveria ser poupado como uma importante reserva estratégico.
O candidato das forças populares, progressistas e de esquerda deveria ser alguém que representasse uma novidade na esquerda, agregasse forças políticas que estão dispersas ou vacilantes, assumisse apenas a parte boa da gestão petista, isoalando a problemática (eufemismo para "podre", Rarará!) e com compromisso em manter os avanços sociais e políticos conseguidos nos últimos 12 anos.
Alguém assim como Eduardo Campos.

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